A website número 1 no mundo em audição e perda auditiva
Desde 1999

06 de junho de 2017

Darja não aceita, atualmente, que sua deficiência auditiva a controle

Darja Pajk, eslovaca, tem convivido com perda auditiva desde os 23 anos de idade. No início ela ficava envergonhada, e sentia-se solitária, não compreendida e com mêdo. Hoje em dia ela aceita seu problema de deficiência auditiva, e reconhece a importância de falar para as pessoas, do seu convívio, sobre sua deficência auditiva, como também para outras pessoas que têm perda auditiva.

Darja não aceita, atualmente, que sua deficiência auditiva a controle

Darja Pajk, 48 anos de idade trabalhou com pessoas deficientes durante 25 anos, e criou três filhas sozinha. Além disso, ela tem lutado com uma inexplicável e progressiva deficiência auditiva desde os 23 anos de idade. Durante esse período, Darja tinha perdido completamente sua audição e feito um implante coclear, o qual a  possibilitou a ouvir novamente. Darja tinha usado, anteriormente, aparelhos auditivos e segundo ela o implante coclear foi necessário para que a tornasse parte do mundo auditivo, e para que a deficiência auditiva não a controlasse. “Eu estaria arruinada sem o uso de aparelho auditivo e o implante coclear.”

Darja usou aparelho auditivo quase o tempo todo até obter o implante coclear. Ela não consegue imaginar como seria capaz de trabalhar sem o uso de aparelho auditivo.  Darja  fala constantemente com as pessoas, em seu ambiente de trabalho, e sem o uso de aparelho auditivo ela não desempenharia suas funções. Desse modo, ela afirma que o aparelho auditivo fazia parte de sua vida.

Dificuldade de aceitar a situação

Darja nem sempre valorizou seu aparelho auditivo, como deveria. No início ela teve dificuldade para aceitar o aparelho auditivo, e por um período longo de tempo ficava envergonhada, e o escondia debaixo dos seus cabelos longos. Ela achava, dentre outros motivos, que as pessoas não gostavam dela, e que a deficiência auditiva iria torná-la solitária. Como resultado, ela não falava para as pessoas sombre sua deficiência e, desse modo, sentia-se solitária e incompreendida.

Darja descreve, por exemplo, como ela tinha medo de conversar com as pessoas que não sabiam de sua deficiência auditiva e, ao mesmo tempo, sentia-se desconfortável ao falar sobre isso. A situação chegou ao ponto dela esquivar-se de atividades, tais como, as da escola das crianças. Desse modo, a deficiência auditiva a levou a isolar-se da vida social.

Sentindo-se reconhecida e compreendida novamente

Após sofrer de deficiência auditiva durante 15 anos, Darja finalmente aceitou sua situação e escolheu não sentir-se como se houvesse algo errado com ela. Sendo assim, ela decidiu que era também tempo para começar a falar para as pessoas sobre sua deficiência auditiva:

“As pessoas reagiram normalmente e eu, finalmente, senti-me reconhecida novamente. Agora, todos os meus amigos, colegas de trabalho, vizinhos e amigos das minhas filhas sabem que eu tenho deficiência auditiva. Eles entendem a situação, e a maioria deles aceita isso muito bem.”

Uma das experiências que Darja tem sido beneficiada, recentemente, é o fato dela está engajada na  Associação de Surdo e Deficiência Auditiva na Eslovênia, Association of the Deaf and Hard of Hearing in Slovenia. Ela tem encontrado, lá, pessoas com problemas semelhantes aos seus, e sendo assim, elas entendem totalmente sua situação. Como  Darja diz, elas se ajudam mutuamente.

Por isso a advertência que Darja dá para outras pessoas que têm experimentado problemas auditivos é bem claro: além delas lutarem com suas experiências, como checar a audição e usarem aparelho auditivo, quando necessário, ela recomenda que as pessoas falem para outras acerca de perda auditiva. E busquem também contatar alguém com problemas semelhantes aos seus para conversar. Isso irá ajudá-las a sentirem-se compreendidas e reconhecidas, como também irá ajudá-las a aceitar o problema auditivo.

Por favor use nossos artigos

Você será sempre bem vindo para indicar ou usar nossos artigos. A única restrição é que você forneça um link direto para o artigo específico que usar na página que nos citou/indicou.

Você não poderá, Infelizmente, usar nossas fotos, uma vez que nós não temos copyright delas, mas temos o direito de usá-las em nossa website