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15 de junho de 2012

Perda Auditiva - Adaptar-se é possível

Ana Maria Hurtado professora peruana, 50 anos, casada e mãe é um exemplo perfeito de superação e determinação, uma vez que durante muitos anos sofreu de problemas auditivos, em ambos os ouvidos.

Perda Auditiva - Adaptar-se é possível

No início foi difícil mas ela teve que fazer algumas modificações, principalmente em seu estilo de vida, o que a ajudou a aceitar e adaptar-se à sua nova situação.

Com o uso de um aparelho digital auditivo conectado ao sistema FM somado a uma atitude positiva em relação a seu novo problema, sua vida se tornou mais fácil. E o mais importante para ela foi o fato de poder continuar as duas grandes paixões de sua vida que eram  ensinar e estudar.

Reconhecimento e Adaptação do problema

Quando Ana Maria tinha 29 anos de idade, logo após graduar-se como professora de inglês ela sofreu sua primeira crise de perda auditiva que foi diagnosticada como doença de Ménière, que é  caracterizada por vertigens, tontura e perda auditiva.

Ao receber o diagnóstico Ana Maria foi recomendada a descansar, uma vez que o stress dessa enfermidade pode causar novos ataques, aumentando a perda auditiva e tornando-a ainda pior.  Contudo,ela estava tão focada no seu  trabalho que não deu muita importância a recomendação médica.

“A enfermidade desapareceu, por um período, mas depois novos ataques surgiram e agora eu sofro de perda auditiva bilateral, ou seja, nos dois ouvidos”, afirma a professora.

O processo de adaptação é gradual

Ana Maria confessa que o processo de adaptação tem sido gradativo e que requer mudanças em seu estilo de vida.

“O uso de um aparelho auditivo não é algo que se aceita de imediato, é um processo lento que vai ocorrendo aos poucos”, explica Maria. A perda auditiva vai paulatinamente modificando o seu cotidiano  e tornando-o um problema. No início eu tive muitos problemas para ensinar, sentia-me confusa e tentava esconder meu problema, mas logo entendi que isso não era bom e passei a me sentir melhor depois que fique mais à vontade para falar sobre esse assunto com meus alunos”, declara ela.

Os médicos a ajudaram na nova etapa de sua vida e ela aprendeu a aceitar sua deficiência e adaptar-se à sua nova realidade cognitiva e emocional, em vez de escondê-la.

“Nem todo mundo consegue compreender um deficiente auditivo, mas alguns sim. Com ajuda de dois aparelhos auditivos digitais conectados a um sitema de FM posso continuar ensinando na universidade. E logo no primeiro dia de aula eu me apresento como uma pessoa com deficiência auditiva e mostro como funciona meu aparelho. Recebo sempre apoio e suporte que necessito e para facilitar a comunicação peço as pessoas para falarem de um modo claro, alto e preciso. Procuro também estar em ambientes não ruidosos quando estou conversando com alguém”, diz Ana Maria Hurtado.

Atitude positiva - o grande segredo

 “Ter uma atitude positiva é o grande segredo”, acrescenta a professora.

“É bem verdade que o aparelho auditivo não cura, contudo, cada tecnologia de aparelho auditivo  requer um esforço pessoal e o segredo é concentrar-se em tudo que se possa fazer para  solucionar o problema  em vez de ficar reclamando”, afirma Ana Maria.

É de suma importância ter o apoio e ajuda da família e amigos para obter sucesso nessa nova etapa de sua vida. ”Eu tive a oportunidade de fazer algumas mudanças no meu estilo de vida, como por exemplo mudar da cidade para o campo, onde me permite interagir com grupos pequenos de pessoas. Agora uso mais a linguagem escrita e internet, em outras palavras, eu readaptei minha vida de modo que isso tem sido uma oportunidade de me testar, de desenvolver meu lado cognitivo, minhas habilidades emocionais e determinação”. 

Novos objetivos

Ana Maria considera que é muito importante alcançar novos objetivos nesse processo de adaptação a uma nova vida. Ela continua envolvida com a grande paixão de sua vida, que é ensinar e no momento ela dá aula particular  e ensina  também pela internet.

“Estudar e ensinar são as minhas grandes paixões, na verdade estou estudando a linguagem de sinais  (surdo-mudo) e talvez, no futuro, se minha audição piorar eu vou poder ensinar para outros ou até mesmo crianças com deficiência auditiva”.

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