05 Fevereiro 2019

Deficiência auditiva, não tratada, custa 46% a mais para a saúde

Os custos para adultos, com deficiência auditiva não tratada, são de 22,434 dólares a mais para a saúde num período acima de 10 anos, comparado às pessoas que não têm deficiência auditiva, aponta estudo.

Para pessoas com deficiência auditiva não tratada, cuidados com a saúde têm um aumento de 46%, ou seja, 22,434 dólares por pessoa acima de um período de 10 anos, comparado à pessoas sem deficiência auditiva, revela estudo liderado por pesquisadores da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Heath, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que cuidados médicos chegavam a custar 25,9% (3,852 dólares), 36,9% (11,147 dólares) e 46,5%(22,434 dólares), e acima disso, nos períodos de 2, 5 e 10 anos para indivíduos com deficiênica auditiva não tratada, comparado com pessoas sem deficiência auditiva.

Apenas 600 dos 22.434 dólares eram relacionados especificamente à deficiência auditiva, após 10 anos, segundo estudo.

O estudo não incluiu pacientes com deficiência auditiva que usavam aparelhos auditivos.

Mais internações

O estudo revelou também que após 10 anos, pacientes com deficiência auditiva não tratada, experimentaram 50% a mais de internações hospitalares, tiveram cerca de 44% risco mais elevado de retorno hospitalar no decorrer de 30 dias, estiveram 17% mais propensos a buscarem serviços de emergência, e tiveram cerca de 52 visitas ambulatoriais a mais, se comparado às pessoas sem deficiência auditiva.

Sobre o estudo

Os pesquisadores de uma escola de medicina, nos Estados Unidos, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health obtiveram seus resultados após analisarem informações da OptumLabs Data Warehouse, uma ampla base de dados incluindo pedidos administrativos entre 1999 a 2016 de pessoas com 50 anos, ou acima disso. Os participantes foram observados após 2,5 e 10 anos.

O estudo “Trends in Health Care Costs and Utilization Associated With Untreated Hearing Loss Over 10 Years”  foi publicado na JAMA Otolaryngology-Head and Neck Surgery, em 2018.

Fontes: www.medicalexpress.com e JAMA Otolaryngology-Head and Neck Surgery

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