03 Junho 2014

Perda auditiva pode afetar a personalidade do idoso

Foi descoberto que perda auditiva tem um impacto significante na personalidade e vida social do idoso, segundo uma pesquisa sueca.

É do conhecimento geral que as pessoas se tornam menos extrovertida com a idade. E essa mudança na personalidade tem sido descoberta como algo acentuado nas pessoas que sofrem de perda auditiva. Reconhecer o problema e buscar  tratar  perda auditiva, nas pessoas idosas,  é a solução, segundo os pesquisadores.

Perda auditiva afeta a personalidade

Um estudo realizado por pesquisadores suecos, 400 indivíduos com a idade de 80 a 90 anos foram estudados num período de seis anos. A cada dois anos  os idosos foram avaliados acerca  da capacidade mental e física assim como aspectos da personalidade, tal como extroversão e estabilidade emocional.

Durante o período de seis anos  os pesquisadores descobriram que apesar da estabilidade emocional  permanencer a mesma, os participantes  tornaram-se menos extrovertidos. 
Surpreendentemente , os pesquisadores não foram capazes de conectar a  mudança de personalidade para deficiência física e cognitiva ou dificuldades de encontrar atividades sociais na velhice.

O único fator que os pesquisadores puderam relacionar como a redução de extroversão  entre os assuntos estudados foi perda auditiva. Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que perda auditiva afeta diretamente a qualidade de vida com relação a situações sociais. Além disso, o estudo traz a luz o desenvolvimento da personalidade mais tardia.

A audição aumenta o bem-estar

Os resultados do estudo enfatizam a importância de se conhecer e tratar perda auditiva entre idosos, como por exemplo aparelho auditivo. Pesquisas anteriores mostram que pessoas extrovertidas são mais felizes. Enquanto os pesquisadores não podem concluir nada sobre a relação causal, eles descobriram uma plausível correlação entre perda auditiva introversão social   que é uma ameaça para o bem-estar das pessoas idosas.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada por pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de Gothenburg, na Suécia e publicada na revista Journal of Personality.

Fonte: www.eurekalert.org

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